SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Transplante de Órgãos

É a unidade responsável pela coordenação das atividades de transplantes a nível estadual, promovendo a inscrição de potenciais receptores de órgãos e tecidos. Tem como atribuição comunicar ao sistema nacional de transplantes (snt) as inscrições efetuadas para a organização da lista nacional de receptores; receber notificações de morte cerebral ou morte por coração parado e determinar o encaminhamento e providenciar o transporte de órgãos e tecidos para os centros transplantadores, instituições de saúde autorizadas pelo SNT.

Contato

Gestão: Daniela Barbosa Ramos

Prédio anexo ao Hospital Geral do Estado (HGE)

Telefone: (82) 3376-8186

Lista Única/Cadastro Técnico único

  • Controlado pelo Ministério da Saúde dividido em regionais estaduais e municipais obedece critérios e Leis.
  • Controlada pela Central de Transplantes, a lista única é organizada pelo tipo sanguíneo (A, B, AB e O), além da data de inscrição de cada receptor tem critérios de gravidade de cada órgão transplantado.

Lista Única

  • Lembre- se: a inscrição na lista única não garante a realização da cirurgia. Por isso, para sustentar sua prioridade na lista única, você deverá ser rigoroso nos retornos das consultas.
  • Já para o acompanhamento da posição na lista única, entre em contato com o Registro Geral da Central de Transplantes (RGCT) pelo telefone (82) 3376-8186.
  • A ordem de chamada da lista única é rigorosamente controlada pela Central de Transplantes.
  • Somente a equipe médica pode decidir aceitar ou recusar um órgão, de acordo com a avaliação clínica do órgão.
Cadastro Técnico

Como posso ser doador?

Atualmente, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo da doação. A doação de órgãos só se efetiva após autorização familiar, conforme a lei 10.211 de 23 de março de 2001.

Quando aceitamos a doação dos nossos órgãos e tecidos, decidimos pela vida de milhares de pessoas. Com esse gesto, os primeiros beneficiários somos nós mesmos, que assumimos uma postura digna diante da vida, além do que, nós também estamos sujeitos a necessidade de um transplante.

Quando os médicos indicam um transplante?

Os transplantes apenas são indicados quando todas as outras terapias foram consideradas ou excluídas. Nesses casos, em geral, os transplantes constituem-se na única alternativa de sobrevivência e/ou de melhoria da qualidade de vida.

Não é o propósito dessa página descrever as doenças que levam a uma indicação de transplante, mas algumas indicações são necessárias. Os transplantes são indicados para resolver os problemas de mau funcionamento de um órgão.

Qual a chance de sucesso dos transplantes?

É alta. Mas muita coisa depende de particularidades pessoais, o que não permite uma resposta genérica. Por exemplo, pessoas que fizeram transplante de rim há mais de 25 anos, tiveram filhos e levam uma vida ativa normal.

Tipos de Doação

Doação em Vida

Como doadores vivos, pessoas saudáveis podem doar um dos rins, parte do fígado e pulmão, além da medula óssea. A lei prevê que a doação pode ser feita por parentes até o 4º grau. Se não houver vínculo familiar, a retirada de parte dos órgãos citados só poderá ser feita após autorização da justiça. A doação em vida só deve ser feita com órgãos duplos e partes de órgãos cuja retirada não impeça o doador de levar uma vida normal, sem o comprometimento de suas funções.

Medula Óssea

A medula óssea é a matriz do sangue, ela contém as células mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. A medula se localiza na parte interna dos ossos, é o que nós conhecemos como o tutano do osso do boi.

O transplante de medula óssea (TMO) é uma terapia de muita eficácia para muitas doenças, e não só para leucemia, como costumamos imaginar. Outras doenças, como câncer ósseo, anemias hereditárias (como a falciforme) e a deficiência congênita do sistema imunológico são algumas entre várias outras tratadas com o TMO.

A Central de Transplantes de Alagoas foi regulamentada no ano de 1996, através da Lei estadual Nº5867, de 21 de novembro de 1996. Os muitos profissionais que já passaram no setor têm se empenhado em melhorar o quadro de doação de órgãos em Alagoas. No entanto, ainda estamos com baixíssimos índices e precisamos esclarecer ao máximo a população, para que muitas vidas sejam salvas.

No Brasil, para ser doador de órgãos e tecidos, não é necessário deixar nada por escrito. Basta avisar para sua família, dizendo: “QUERO SER DOADOR DE ÓRGÃOS”. A doação de órgãos e tecidos só acontece quando a família autoriza, por escrito, toda documentação.

A doação pode acontecer de duas formas: através do doador falecido e do doador vivo. Doador vivo é toda pessoa saudável que concorde com a doação de um dos seus rins, parte do fígado e parte do pulmão, para um de seus familiares. Quando a pessoa não é da família é necessário ter autorização judicial. Já o doador falecido, pode doar órgãos e tecidos a qualquer pessoa que seja compatível e esteja na inscrita na lista de espera.

A morte pode ocorrer de duas formas: por coração parado ou por morte encefálica. Quando o coração para, apenas os tecidos podem ser doados. E o que são tecidos? São as córneas, pele e ossos. Quanto à morte encefálica ou cerebral…. Vamos conversar mais um pouco, pois quase nunca ouvimos falar dela!

Um paciente em provável morte cerebral está internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em geral, depois de um traumatismo craniano (TCE) ou um derrame cerebral (AVC). Para saber se o paciente está em morte cerebral é necessário se fazer um diagnóstico, determinado por uma lei nacional e pelo Conselho Federal de Medicina. Este diagnóstico será realizado por três médicos diferentes. Dois deles fazem os exames clínicos, para detectar se o paciente responde a estímulos, enquanto um terceiro faz um exame complementar, que pode ser um ultrassom com Doppler ou uma arteriografia ou um eletroencefalograma (EEG), para comprovar que o cérebro já não funciona. Sendo confirmada a morte encefálica, podem ser doados os órgãos: rins, coração, fígado, pulmão, pâncreas. A retirada dos órgãos é feita num centro cirúrgico, por equipes especializadas nisto. Já a captação das córneas, por exemplo, pode ocorrer no necrotério do hospital onde a pessoa estava internada e pode ser realizada até as seis horas após o coração parar.

Após a captação dos órgãos e tecidos, estes serão transplantados para os primeiros paciente compatíveis que estão inscritos na lista única da Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado. Este processo, além de ser justo, é controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e supervisionado pelo Ministério Público.

O doador poderá ser velado em caixão aberto, normalmente, sem apresentar deformidades.

Sabendo de todo este processo, agora vamos falar de números e porque é tão importante se declarar doador. Atualmente, temos muitas pessoas esperando por um órgão para continuar vivendo. Se as famílias não se dispuserem doar os órgãos dos seus entes queridos, as pessoas que aguardam na fila, acabarão por piorar cada vez mais e falecer. No caso das córneas, com a doação, está se possibilitando alguém voltar a enxergar. Hoje, no Brasil, mais de 40.000 pessoas aguardam por um órgão. Em Alagoas, são feitos três tipos de transplantes: coração, rim e córnea. Vamos detalhar os números do nosso estado…