SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Acidentes com Animais

Chame o socorro pelo 192 ou 193


RAIVA

 


A raiva é uma doença dos animais mamíferos que pode ser transmitida ao homem através da mordida, do arranhão e lambida de animais contaminados com vírus que penetra no organismo, através da pela ferida, deslocando-se para o cérebro causando inflamação no encéfalo (encefalite) produzindo inquietação, agitação, fotofobia (medo da luz ), hidrofobia (medo da água),paralisia progressiva e morte, em 100% dos casos, se o agredido não procurar atendimento medico para tomar vacina anti-rábica. Toda pessoa arranhada e mordida por animais mamíferos (cães, gatos, morcegos, raposas e etc.) deve imediatamente lavar o ferimento com água e sabão, desinfeta-lo com álcool iodado e dirigir-se ao posto de saúde mais próximo para tomar vacina (se necessário).

COMO EVITAR A RAIVA

Vacinando cães e gatos, responsáveis por 90% da transmissão da raiva ao homem;

Procurar o posto de saúde mais próximo sempre que for arranhado, mordido ou lambido ( em mucosas ou feridas ) por cães, gatos, morcegos, macacos, saguis, raposas, etc. lembrar que o cão e gato vacinados nem sempre estão protegidos da raiva, por medida de segurança deve-se observa-los por dez dias e procurar o atendimento medico para saber se há necessidade de tomar a vacina;

 

Pessoa agredida, por animais contaminados que tomam a vacina não morrem de raiva. Todas aquelas que não são vacinas poderão morrer. Em Alagoas, de 1980 a 2008, morreram 100 pessoas de raiva: nenhuma delas foi vacinada. Milhares foram vacinas e não adoeceram.

 

Todo animal que apresentar mudança subida de comportamento (dificuldade para comer ou beber, agitação, paralisia das patas traseiras, medo da luz fugindo para lugares escuros, agressividade repentina contra as pessoas da casa, etc.) obriga os donos a avisar ao serviço de saúde ou cento de controle de zoonoses para observação e isolamento;

Evitar contato com animais estranho, feridos e doentes;

Não criar animais selvagens;

Não tocar em morcegos encontrados no chão ou com dificuldade de voar;

Nunca matar o cão ou gato agressor, mas observa-lo, se possível por dez dias, para definira sua conduta e o esquema de vacinação da pessoa agredida;

A descoberta de animais suspeitos de raiva permite à vigilância epidemiológica dos municípios desencadearem ações de controle de focos e constituem instrumentos básicos de controle de doenças evitando óbitos humanos;

Comunicar aos CCZs (centro de controle de zoonoses) a presença de animais soltos nas ruas, pois os mesmos constituem fontes de transmissão de raiva, leishmaniose, sarnas, verminoses, etc;

Ao sair com o cão, conduzi-lo sempre preso à coleira, evitando contato com animais estranhos.

 

Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP) Núcleo de Zoonoses e Vetores Fone (82) 3315-1669


ANIMAIS PEÇONHENTOS

Conhecendo para prevenir

Animais peçonhentos: são aqueles que produzem “veneno” e possuem estruturas ou órgãos especializados para injetar esse veneno em suas vitimas. Habitam geralmente a zona rural, porem alguns, como os escorpiões, podem ser facilmente encontrados nas cidades, em locais sem saneamento e onde exista lixo, entulho, restos de materiais de construção, etc.

Como prevenir os acidentes?

Evite andar descalço. Calçados com perneiras ou botas de cano alto podem evitar 50 a 70% dos acidentes.

Atenção redobrada em matas, capinzais, pomares com muitas arvores , margens de rios ou lagoas

Atenção ao subir em arvores ou ate mesmo ou colher frutos.

Use luvas no core de cana, colheitas, trabalhos de capinagem e limpeza de terrenos.

Evite colocar a mão desprotegida em buracos na terra ou cupinzeiros, ou revirar montes de terra e lenha.

Mantenha sempre limpa a área ae redor dos residências, evitando o acumulo de madeiras, tijolos ou pedras

Evite amontoar sapatos, roupas e utensílios, examine-os antes de usa-los.

Mantenha berços e camas afastados da parede.

Limpar constantemente ralos de banheiros.

Em casos de acidente o que fazer ?

Lavar o local afetado com bastante agua limpa e sabão.

Manter a pessoa acidentada em repouso

Transportar a vitima, o mais rápido possível, para a unidade de saúde mais próxima, para que receba o tratamento medico adequado.

Se o animal causador for capturado, levar junto para ser identificado.

 

Importante saber:

Para tratar os acidentes , muitas vezes é necessário o uso de soros, que são distribuídos pelo Ministério da saúde para as secretarias estaduais de saúde. Estão disponíveis em todos hospitais públicos de emergência e são de uso gratuito.

 

Portanto, recomendamos:

       • Não amarre, não fure, não corte e não sugue o local da picada.

       • Nunca coloque alho, café, fumo, esterco, castanha, pimenta e etc.
            sobre o local da picada.

       • Não tome ou de bebida alcoólica, querosene, óleo diesel, chá ou
            remédios milagrosos. Pode beber agua a vontade.

Serpentes


Nome popular: jararaca, jararaca de rabo branco, jararacuçu, patrona, capanqueiro, malha de sapo, etc.

Nome científico: bothrops sp.

Identificação: geralmente malhada, tem fosseta loreal (4 ventas). Presas grandes, móveis e anteriores.

Quadro clínico: dor e edema(inchaço) no local da picada. Pode haver sangramento no local da picada e em outros locais, como ferimentos antigos, gengivas e nariz.

Nome popular: Surucucu, pico-de-jaca, surucucutinga.

Nome científico: lachesis sp.

Identificação: malhada, amarela, fosseta loreal (4 ventas. Presas grandes, moveis e anteriores. Calda com escamas eriçadas (arrepiadas ).

Quadro clínico: dor e edema (inchaço) no local da picada. Pode haver sangramento no local da piada e em outros locais, como ferimentos antigos, gengivas e nariz. Também podem ocorrer diarreia, dor abdominal e diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial.

Nome popular: cascavel, boicininga, maracamboia.

Nome científico: Crotalus sp.

Identificação: malhada, tem fosseta loreal (4 ventas). Presas grandes, moveis e anteriores. Calda com chocalho ou guizo.

Quadro clínico: poucas alterações locais. Dificildade em abrir os olhos, visão dupla, “cara de bêbado” dores pelo corpo e urina avermelhada. Em casos graves, sangramento no local da picada e em outros locais, como ferimentos antigos, gengivas e nariz.

Nome popular: Coral verdadeira.

Nome científico: micrurus sp.

Identificação: corpo com anéis coloridos em vermelho, preto e brancos ou amarelados, em toda a circunferência. Presas pequenas. Anteriores e fixas; não possui fosseta loreal.

Quadro clínico: poucas alterações no local da picada. Dificuldade em abrir os olhos, visão dupla, “cara de bêbado”. Pode ocorrer falta de ar e dificuldade de engolir.

Escorpiões

Nome popular: escorpião, lacrau, escorpião-amarelo.

Nome científico: tityus serrulatus.

Identificação: tem a cauda e as pernas amareladas. Todo o dorso é mais escuro, sem manchas.

Quadro clínico: dor e dormência na região da picada. Podem ocorrer vômitos e alterações cardíacas, principalmente em crianças e idosos, podendo culminar em óbito.

Nome popular: escorpião, escorpião-amarelo.

Nome científico: tityus stigmurus.

Identificação: tem a calda e as pernas amareladas. Dorso amarelado, com uma linha mais escura no dorso. Na cabeça apresenta um pequeno triangulo mais escuro.

Quadro clínico: dor e dormência na região da picada. Geralmente provoca acidentes leves.

Aranhas

Nome popular: Viúva- negra, flamenguinha.

Nome científico: latrodectus sp.

Identificação: pequenas, pretas, com a parte posterior “listrada” de preto e vermelho. Habitam jardins e fazem pequenas teias.

Quadro clínico: dor no local da picada e pelo corpo. Mal-estar, sour frio, tremores e agitação.

Nome popular: aranha-marrom

Nome científico: loxosceles sp.

Identificação: pequena, cor marrom-claro. Habitam as residências.

Quadro clínico: dor, inchaço ferida com crosta preta no local da picada, de difícil cicatrização. Formas graves com lesões no fígado e nos rins, podendo levar à morte.

Nome popular: armadeira, aranha das bananeiras.

Nome científico: phoneutria sp.

Identificação: de cor castanho- escuro, tamanho medio de pelos curtos. Costumam levantar as patas dianteiras para “atacar”.

Quadro clínico: dor forte e inchaço no local da picada.